Dr Bruno Schneider
Tratamento de sequelas oculares crônicas pós-Stevens-Johnson com Dr. Bruno Schneider — referência em córnea e superfície ocular no Rio Grande do Sul.
A síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e sua forma mais grave, a necrólise epidérmica tóxica (NET), são reações adversas medicamentosas raras e graves que afetam pele e mucosas. Embora a fase aguda seja tratada em ambiente hospitalar (UTI dermatológica), a doença pode deixar sequelas oculares crônicas que persistem por toda a vida e precisam de acompanhamento especializado contínuo.
As sequelas oculares são frequentes e potencialmente graves: olho seco extremo, cicatrizes conjuntivais, cílios voltados para dentro do olho (triquíase), insuficiência límbica e opacificação corneana — em casos avançados, com perda significativa da visão. O Dr. Bruno Schneider, oftalmologista em Porto Alegre, tem subespecialização em córnea pelo HCPA e atende sobreviventes de Stevens-Johnson com plano de tratamento personalizado para reabilitação visual e qualidade de vida.
A SSJ é uma reação imunológica grave a medicamentos (mais frequentemente antibióticos do tipo sulfonamida, anticonvulsivantes, alopurinol e anti-inflamatórios) ou, mais raramente, a infecções como Mycoplasma. O sistema imunológico ataca a pele e as mucosas, gerando lesões extensas com bolhas, descolamento epitelial e necrose.
Quando a área de pele acometida é menor de 10%, chama-se SSJ. Quando é maior que 30%, chama-se necrólise epidérmica tóxica (NET). Ambas são emergências médicas tratadas em ambiente hospitalar — frequentemente em UTI especializada.
Importante: mesmo após a recuperação da fase aguda, as alterações oculares podem persistir e progredir por anos — exigindo acompanhamento oftalmológico especializado vitalício.
O cuidado oftalmológico em Stevens-Johnson tem características diferentes em cada momento da doença. Cada fase exige uma abordagem específica.
Tratamento sistêmico em ambiente hospitalar. Oftalmologista atua junto à equipe, com cuidados intensivos para preservar a superfície ocular e evitar adesões.
Após a alta, acompanhamento intensivo para tratar a inflamação residual, hidratar a superfície ocular e monitorar a formação de cicatrizes.
Estabelecimento das sequelas: olho seco severo, alterações nos cílios, cicatrizes conjuntivais. Início do plano de cuidado de longo prazo.
Acompanhamento contínuo para tratar sintomas, prevenir complicações e reabilitar a visão. Cirurgias reconstrutivas podem ser indicadas conforme a evolução.
As sequelas oculares afetam até 60% dos sobreviventes de Stevens-Johnson. Podem variar de desconforto leve a perda visual significativa. Abaixo, as principais alterações que persistem ao longo da vida.
Sequela mais comum. Causada pela destruição das glândulas lacrimais e das glândulas de Meibômio. Sintomas intensos e contínuos.
Cílios crescem em direção ao olho ou as pálpebras se voltam para dentro, irritando e podendo lesionar a córnea continuamente.
Aderências entre a conjuntiva da pálpebra e a do olho, restringindo movimentos oculares e dificultando o uso de medicações.
Perda das células-tronco do limbo, com invasão da córnea por tecido conjuntival e perda da transparência.
Opacificação progressiva da córnea, com prejuízo da visão que pode evoluir até a perda visual significativa.
Sensibilidade extrema à luz, com dificuldade marcante em ambientes iluminados — sintoma muito comum nos sobreviventes.
A avaliação dos sobreviventes de Stevens-Johnson é detalhada e abrangente. O objetivo é mapear cada sequela, identificar prioridades e construir um plano de cuidado personalizado para a vida toda.
Análise da fase aguda, medicamento causador, tempo de evolução e tratamentos já realizados.
Avaliação detalhada das pálpebras, conjuntiva, fórnices, córnea e cílios — mapeamento das alterações.
Schirmer, tempo de ruptura do filme lacrimal, meibografia — quantificam o comprometimento do olho seco.
Definição das prioridades de tratamento e cronograma de acompanhamento, integrando as diferentes terapias.
O tratamento das sequelas oculares de Stevens-Johnson é multifacetado e individualizado. Combinam-se medidas conservadoras (lubrificação, lentes) com cirurgias reconstrutivas conforme a necessidade. O objetivo é maximizar conforto e visão.
Colírio feito a partir do sangue do próprio paciente, rico em fatores de crescimento e nutrientes. Auxilia na cicatrização da superfície ocular em casos de olho seco severo.
Saiba maisLentes especiais que protegem a superfície ocular, mantêm hidratação contínua e oferecem alívio significativo dos sintomas. Frequentemente transformam a qualidade de vida.
Saiba maisProcedimentos para corrigir cílios voltados para dentro e malformações das pálpebras, protegendo a córnea de irritação contínua.
Saiba maisTransplante de membrana amniótica auxilia na cicatrização e no tratamento de simbléfaros, complementando outras técnicas de reconstrução da superfície ocular.
Saiba maisEm casos com insuficiência límbica avançada, restaura a capacidade de renovação do epitélio corneano. Frequentemente combinado com transplante de córnea posterior.
Saiba maisLágrimas artificiais sem conservantes em uso frequente e géis lubrificantes — base do conforto cotidiano em todos os pacientes.
Avaliação em consulta
Agende uma avaliação especializada com o Dr. Bruno Schneider para tratamento das sequelas oculares de Stevens-Johnson. Atendimento em Porto Alegre e Santo Antônio da Patrulha.
