Dr Bruno Schneider
Cirurgia complexa de catarata após trauma ocular com Dr. Bruno Schneider — especialista em córnea pelo HCPA, com referência em casos complexos no Rio Grande do Sul.
A catarata traumática é a opacificação do cristalino que se desenvolve após uma lesão ocular. Pode surgir imediatamente após o trauma, em poucos dias, ou até anos depois — dependendo da gravidade e do tipo de lesão. É uma condição que afeta principalmente adultos jovens, geralmente em decorrência de acidentes de trabalho, esportivos ou domésticos.
Diferente da catarata senil (do envelhecimento), a cirurgia da catarata traumática é geralmente mais complexa — o trauma costuma comprometer outras estruturas oculares (córnea, íris, ligamentos do cristalino, retina), exigindo planejamento cirúrgico individualizado e técnicas específicas. O Dr. Bruno Schneider tem subespecialização em córnea pelo HCPA e atende casos complexos com técnicas modernas e abordagem multidisciplinar quando necessário.
A catarata traumática pode surgir após diferentes tipos de lesão ocular. Em alguns casos, ela aparece nos primeiros dias; em outros, meses ou anos depois — por isso, qualquer trauma ocular significativo merece acompanhamento de longo prazo.
Pancada no olho sem perfuração — bola, soco, queda. A energia transmitida pode lesionar o cristalino mesmo sem ferida visível externamente.
Comum em: esportes, acidentes domésticos, agressões.
Lesão com objeto que atravessa o olho — pregos, lascas de metal, vidros. Geralmente afeta diretamente o cristalino e outras estruturas.
Comum em: acidentes de trabalho, marcenaria, jardinagem.
Substâncias químicas — especialmente álcalis — podem penetrar o olho e atingir o cristalino, levando à catarata em semanas a meses.
Comum em: acidentes industriais, contato com produtos de limpeza.
Descargas elétricas significativas (raios, choques industriais) podem provocar alterações no cristalino, com catarata como sequela tardia.
Comum em: eletricistas, tempestades com raios.
Exposição intensa a radiação ionizante (radioterapia para tumores na cabeça, exposição ocupacional) é causa rara mas conhecida de catarata.
Comum em: pacientes com tratamento oncológico próximo aos olhos.
Algumas cirurgias intraoculares (vitrectomia, glaucoma) podem acelerar o desenvolvimento de catarata como complicação tardia.
Comum em: pacientes com cirurgias retinianas prévias.
Os sintomas variam conforme a gravidade do trauma e o tempo de evolução. Em alguns casos, surgem imediatamente após o acidente; em outros, vão se desenvolvendo gradualmente. Qualquer alteração visual pós-trauma merece avaliação especializada.
Embaçamento que aparece nos dias ou semanas após uma lesão ocular — sintoma central da catarata traumática em desenvolvimento.
Em traumas significativos, a opacidade pode ser visível externamente como uma mancha esbranquiçada na pupila.
Diplopia monocular — visão dupla mesmo com um olho fechado. Pode ocorrer quando o cristalino é deslocado ou parcialmente luxado.
Imagens que parecem deformadas ou desfocadas, frequentemente associadas a deslocamento parcial do cristalino.
Reflexos exagerados ao redor das luzes, especialmente à noite — sintoma comum em catarata em formação.
Em casos com fragmentos do cristalino fora da cápsula (ruptura), pode haver inflamação intensa do olho — exige tratamento de urgência.
A avaliação é mais detalhada que na catarata comum — é necessário mapear o impacto do trauma em todas as estruturas oculares para o planejamento cirúrgico individualizado.
Análise detalhada do tipo, intensidade e mecanismo do trauma. Tempo decorrido e evolução visual desde o acidente.
Avaliação de córnea, íris, cristalino, retina e nervo óptico. Identificação de outras lesões além da catarata.
OCT, ultrassom ocular e biomicroscopia ultrassônica avaliam estruturas que não são visíveis pela cabeça opaca.
Quando há lesões em outras estruturas (retina, glaucoma traumático), avaliação conjunta com retinólogo e outros especialistas.
O tratamento é cirúrgico e individualizado conforme as estruturas afetadas pelo trauma. A complexidade depende do estado do cristalino, da cápsula que o envolve e da integridade das demais estruturas oculares.
Em casos com cápsula do cristalino íntegra, a técnica padrão pode ser usada — com cuidados adicionais conforme as alterações associadas ao trauma.
Saiba maisEm traumas com luxação do cristalino, ruptura da cápsula ou lesão de íris, são utilizadas técnicas específicas — frequentemente com lentes intraoculares de fixação especial.
Saiba maisQuando a cápsula do cristalino está rompida ou ausente, a lente intraocular pode ser fixada na esclera — técnica avançada que restaura a função óptica do olho.
Saiba maisEm casos com múltiplas lesões (córnea, íris, retina), pode ser indicada cirurgia combinada — frequentemente em parceria com retinólogo, em um único procedimento.
Saiba maisEm traumas com lesão da íris, podem ser realizadas técnicas reconstrutivas — incluindo lentes intraoculares com íris artificial em casos selecionados.
Saiba maisPacientes com trauma ocular precisam de acompanhamento de longo prazo — algumas complicações podem surgir meses ou anos depois.
Avaliação em consultaA maioria dos traumas oculares é evitável com cuidados simples e uso adequado de proteção. Em ambientes de risco, o EPI ocular é obrigatório por norma — e fundamental para preservar a visão.
Agende uma avaliação especializada com o Dr. Bruno Schneider para diagnóstico e tratamento da catarata traumática. Atendimento em Porto Alegre e Santo Antônio da Patrulha.
