Dr Bruno Schneider
Avaliação especializada e tratamento multidisciplinar do penfigoide ocular cicatricial com Dr. Bruno Schneider — referência em córnea e superfície ocular no Rio Grande do Sul.
O penfigoide ocular cicatricial é uma doença autoimune crônica e progressiva que afeta a conjuntiva e outras mucosas. O sistema imunológico ataca proteínas da conjuntiva, levando à inflamação persistente, formação de cicatrizes e deformações progressivas das pálpebras e da superfície ocular.
É uma doença rara, mais comum em idosos (acima dos 60 anos), com leve predominância em mulheres. Sem tratamento adequado, evolui para insuficiência límbica, olho seco severo, cicatrizes corneanas e pode levar à cegueira. O diagnóstico precoce e o controle da doença com terapia imunossupressora podem mudar drasticamente o prognóstico. O Dr. Bruno Schneider, oftalmologista em Porto Alegre, tem subespecialização em córnea pelo HCPA e atende esta condição em conjunto com equipe multidisciplinar.
O penfigoide ocular cicatricial faz parte de um grupo de doenças autoimunes chamadas penfigoides de membranas mucosas. Pode atingir, além dos olhos, outras mucosas como boca, garganta, esôfago e genitais — embora a forma ocular isolada também seja comum.
No olho, o ataque autoimune ocorre na conjuntiva — membrana fina que recobre o branco do olho e a parte interna das pálpebras. A inflamação crônica leva à formação progressiva de cicatrizes, que distorcem a anatomia normal e prejudicam a saúde da superfície ocular.
Os sintomas iniciais são inespecíficos e frequentemente confundidos com olho seco simples ou conjuntivite crônica. Por isso, o diagnóstico costuma ser tardio. Quando há vermelhidão crônica em pessoas idosas, sem causa clara, o penfigoide deve ser considerado.
Olhos persistentemente avermelhados em ambos os olhos, sem melhora com tratamentos convencionais para conjuntivite ou alergia.
Sensação intensa de ressecamento que não melhora com lubrificantes comuns — característica precoce e marcante da doença.
Sensação de queimação contínua, com piora progressiva ao longo dos meses ou anos.
Conforme a doença avança, as pálpebras se contraem, voltando-se para dentro (entrópio), com cílios irritando a córnea (triquíase).
Embaçamento visual lento e progressivo, decorrente da cicatrização corneana e do olho seco severo.
Em parte dos pacientes, há lesões em outras mucosas — boca (úlceras, gengivite descamativa), garganta, genital — sinal importante para o diagnóstico.
A doença evolui em estágios bem definidos (classificação de Foster). Identificar o estágio é essencial para definir o tratamento — quanto mais cedo o controle, maior a chance de preservar a visão.
Conjuntivite crônica com vermelhidão e olho seco. Sem cicatrização visível ainda — fase ideal para iniciar tratamento.
Início do encurtamento dos sacos conjuntivais (fórnices), com cicatrizes ainda discretas, mas já detectáveis em exame.
Aderências entre conjuntiva da pálpebra e do olho (simbléfaro), encurtamento significativo dos fórnices e início de alterações nas pálpebras.
Anquilobléfaro (fusão das pálpebras), opacificação total da córnea e, em casos extremos, cegueira do olho afetado.
O diagnóstico exige avaliação especializada com base clínica, complementada por biópsia da conjuntiva — exame fundamental para a confirmação. O diagnóstico precoce muda o curso da doença.
Análise de sintomas, doenças autoimunes, lesões em outras mucosas, medicações e histórico familiar.
Identificação dos sinais característicos: encurtamento de fórnices, simbléfaros, alterações da superfície ocular.
Exame essencial para confirmação. Coleta de pequena amostra da conjuntiva para análise por imunofluorescência direta.
Encaminhamento à reumatologia ou dermatologia para investigação sistêmica e início de tratamento imunossupressor.
O tratamento é primariamente clínico, com imunossupressão sistêmica conduzida em equipe multidisciplinar. Em paralelo, são usadas medidas tópicas para a saúde da superfície ocular. Cirurgias são reservadas para casos com sequelas estabelecidas, sempre com a doença previamente controlada.
Tratamento de base. Medicações como dapsona, metotrexato, micofenolato e, em casos refratários, rituximabe — sempre conduzido com reumatologia ou dermatologia.
Saiba maisTransplante de membrana amniótica auxilia na cicatrização da superfície ocular em casos com erosões persistentes ou após cirurgias reconstrutivas.
Saiba maisEm casos com triquíase, entrópio ou simbléfaros, cirurgias específicas corrigem as alterações e protegem a córnea — sempre com a doença sistêmica controlada.
Saiba maisEm casos avançados, com insuficiência límbica estabelecida, é possível restaurar a capacidade de renovação do epitélio corneano com transplante de células-tronco.
Saiba maisLágrimas artificiais sem conservantes, géis lubrificantes e soro autólogo são essenciais para a saúde da superfície ocular.
Avaliação em consultaLentes especiais que protegem a superfície ocular, mantêm hidratação e oferecem alívio sintomático em casos selecionados.
Avaliação em consulta
Agende uma avaliação especializada com o Dr. Bruno Schneider para diagnóstico e tratamento do penfigoide ocular cicatricial. Atendimento em Porto Alegre e Santo Antônio da Patrulha.
